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Que feio Dolce&Gabbana! Muito, muito feio!

Provavelmente lembram-se da polémica que recentemente envolveu a dupla Dolce&Gabbana. Aliás, poucos ficaram indiferentes às afirmações estúpidas proferidas pela dupla de estilistas. Desde classificarem crianças nascidas por fertilização in vitro como sintéticas, a críticas à adopção por casais homossexuais e que a única tipologia familiar válida é a tradicional, a dupla falou um pouco de tudo e, como se costuma dizer, cada cavadela, minhoca.

Fiquei abismada e tão revoltada com tamanha hipocrisia que optei por me abster de comentários em relação ao tema no entanto é mais forte que eu e é algo que não pode passar em branco. 

Com tanta estupidez junta a primeira coisa que me ocorreu foi que a dupla, que manteve uma relação amorosa durante vários anos, tinha comido tanta pila que tinha enjoado. Rude e completamente ordinário eu sei, mas ainda assim não é tão grave como as barbaridades proferidas pelos dois estilistas.

Que direito têm de criticar a ciência que permite a tantos casais, heterossexuais e homossexuais, serem abençoados com a dádiva da paternidade? Que direito têm de rotular de forma tão pejorativa seres tão inocentes? Que direitos têm de criticar tantas e tantas famílias por não corresponderem ao "modelo tradicional"?

Pode ser algo novo para os senhores Stefano e Domenico mas uma família não tem por base um pénis e uma vagina. Uma família tem por base laços sólidos de amor, amizade, carinho, bondade e compreensão e isso, felizmente, não está dependente do órgão sexual de ninguém.

O pensamento arcaico e hipócrita da dupla não está, de todo, relacionado com o trabalho que desenvolvem para a D&G mas, para mim, a marca perdeu o seu encanto. Lamento mas não consigo dissociar pessoas mesquinhas, que fomentam o ódio e a discriminação, do trabalho que estas desenvolvem. É uma pena.

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Comentários

  1. Não têm direito nenhum. Foi mesmo muito feio.

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  2. Sim, há situações que marcam e depois uma pessoa nunca mais deixa de associá-las a quem gerou tamanha polémica. Há pessoas que estavam melhor caladinhas.

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