O Melhor Presente de Natal - Perfeitamente Imperfeito

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

O Melhor Presente de Natal

Este ano quando me perguntaram o que queria como presente de Natal tive sempre muita dificuldade em responder. Não somos ricos, vivemos do nosso trabalho - como a maioria dos portugueses - não temos "dinheiro de família" ou imóveis arrendadas mas felizmente posso dizer que tenho tudo o que preciso. 

Gratidão

Tenho as pessoas que amo - alguns mais longe do que gostaria, devido às particularidades deste ano -, tenho comida na mesa, um teto sobre a cabeça, água canalizada, luz elétrica, um sofá novo - acreditem, este sacaninha merece destaque -, dois gatos que só querem mimos e duas cadelas completamente doidas.

Divido a roupa com a minha mãe e irmã mais novas portanto, mesmo que uma de nós não tenha, provavelmente alguém terá. 

Além de tudo isso, estou numa fase de destralhar. É impressionante a quantidade de coisas que acumulamos e que, mesmo sem nos apercebermos, nos vai complicando a vida. Será que precisamos mesmo de quatro pijamas polares, por exemplo? E que sentido faz guardar algum que já não usamos desde que estávamos no secundário? 

Sou grata por tudo e realmente não preciso de nada portanto os meus pedidos para presente de Natal foram: sobacha - que o meu irmão me vai oferecer contrariado porque diz que é estúpido oferecer-me chá, uma consulta no oftalmologista e uns óculos novos - corria o ano de 2009 quando fui à minha última consulta e isso é assustador, e livros. 

"After all this time? Always?"

Um deles é um completo capricho. Uma história que conhece de trás para a frente e que continua a apaixonar-me. Pensei que não seria nada de espetacular mas desde que o folheei no Continente que passou para a lista das próximas aquisições.

Falo da nova edição de capa dura de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Tem ilustrações, o que já não é novidade depois das edições ilustradas, mas aqui voltámos ao formato de livro "normal" e abandonámos o formato maxi das edições ilustradas. 

No entanto não são as ilustrações que o distinguem - nem faria sentido se assim fosse. É a sua - e não encontro melhor palavra - interatividade. Do que folheie no Continente vi desdobráveis e alguns segredos escondidos que mal posso esperar por explorar assim que tiver o meu exemplar nas mãos. 

Posso estar a ser precipitada, mas parece-me que este será mesmo o melhor presente de Natal. 





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