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2018: O Ano Mais Intenso.

 
 
Se tivesse que escolher uma palavra para descrever o ano de 2018 seria: intesidade.
 
Ao contrário de 2017, 2018 não começou com viagens inesperadas. Janeiro começou com assuntos pendentes e uma nuvem negra que pairava constantemente sobre a minha cabeça. Estamos no último mês do ano e, infelizmente, essa nuvem negra irá acompanhar-me, na melhor das hipóteses, durante o início de 2019. Essa nuvem foi, muito provavelmente, o pior assunto de 2018 mas foi também o que me mostrou, mais uma vez, que vale sempre a pena lutar pelo que está certo e dar voz a quem não pode ser ouvido, independentemente dos resultados. Curiosamente, nesta fase de negatividade, turbulência e incerteza, foi uma frase da minha saga favorita que me deu aquele pedacinho de força extra que eu precisava para seguir em frente, mais calma e tranquila.
 
Fevereiro trouxe uma formação que me levou semanalmente a Lisboa, durante seis meses. Saí da minha zona de conforto, conheci pessoas fantásticas, partilhámos ideias, dúvidas e anseios. Em Julho terminámos, um bocadinho mais sábios, com forças renovadas e um coração cheio de memórias bonitas.
 
Devido à fase mais sensível que a minha instituição estava a passar, durante os primeiros dez meses do ano estive diariamente na instituição. Essa presença constante, com um mínimo de oito horas diárias, elevou os meus níveis de organização ao máximo para conseguir conciliar o voluntariado a tempo inteiro com as minhas atividades profissionais.
 
Entretanto, num piscar de olhos chegou Agosto e, com ele, veio a tradicional semana no Carvoeiro com as pessoas da minha vida. Sol, praia, gelados e refeições deliciosas foram o suficiente para definir esta semana. E que bem que soube. Depois seguiu-se a semana em Bragança, com uma rápida passagem pelo Gerês e uns mergulhos na cascata do Arado.
 
Setembro ficou marcado por mais uma road trip, desta vez pelo sul de Espanha, com o melhor companheiro de viagens que eu poderia desejar. Aracena, Sevilha, Ronda, Gibraltar e Córdoba foram as cidades escolhidas e podem saber mais sobre cada uma delas com as partilhas aqui no blogue.
 
Outubro trouxe uma surpresa desagradável e inesperada. O sabor amargo ficou na boca, mas sempre que me empurram para o chão eu faço questão de provar que me consigo levantar e com isto veio a mudança mais inesperada de 2018: deixei de trabalhar por conta própria e voltei a trabalhar por conta de outrem. No entanto, o melhor de Outubro foi sem dúvida a chegada do meu pequeno e lindo sobrinho, o Vasco.
 
Novembro trouxe colegas novos e dias de trabalho com mais de doze horas, mas foi o dia dos meus 27 anos que foi a estrela do mês. Ao contrário de outros anos, desta vez passei o dia a trabalhar, mas a noite foi para um jantar em família, com a mesa mais bonita e natalícia que alguma vez vi. Obrigado, mãe! Os presentes, não sendo o mais importante, foram igualmente maravilhosos. Entre brincos, lenços, livros e roupas, as estrelas foram o meu novo Horloge, de A Bela e o Monstro, o meu pijama do Harry Potter com meias a condizer, a minha caneta com o Mapa do Salteador e a promessa de que não vou fazer nada de bom, e a mala mais fofinha do mundo.
 
Dezembro trouxe novos, e elevados, objetivos profissionais, acompanhados de algum medo de falhar. Para minha surpesa, foi também este mês que decidi, em conjunto com o meu irmão, comprarmos um carro em conjunto. E ainda que o mês não tenha terminado, certamente que o jantar de Natal em família vai ser um dos momentos altos do ano.
 
Restam-me dezanove dias deste ano para dar o melhor de mim e faço questão de não os desperdiçar.

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